{"id":115317,"date":"2023-12-11T16:48:42","date_gmt":"2023-12-11T19:48:42","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114573"},"modified":"2023-12-11T16:48:42","modified_gmt":"2023-12-11T19:48:42","slug":"desemprego-e-brigas-familiares-atingem-populacao-em-situacao-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=115317","title":{"rendered":"Desemprego e brigas familiares atingem popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) indica que os principais motivos que levam as pessoas a morarem na rua s\u00e3o problemas familiares e o desemprego. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (11) e levam em conta os dados presentes no Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal (Cad\u00danico).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1571586&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1571586&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo esse cadastro, 227 mil pessoas estavam oficialmente registradas como em situa\u00e7\u00e3o de rua em agosto de 2023. Mas o Ipea alerta que o n\u00famero n\u00e3o pode ser considerado como um censo oficial, pelas dificuldades que existem para fazer um levantamento fiel de todos que fazem parte desse grupo mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, levando em considera\u00e7\u00e3o os motivos individuais que explicam a situa\u00e7\u00e3o de rua, al\u00e9m dos problemas com fam\u00edlia e companheiros (47,3%), e o desemprego (40,5%), foram citados tamb\u00e9m alcoolismo e outras drogas (30,4%), perda de moradia (26,1%), amea\u00e7a e viol\u00eancia (4,8%), dist\u00e2ncia do local de trabalho (4,2%), tratamento de sa\u00fade (3,1%), prefer\u00eancia ou op\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria (2,9%) e outras quest\u00f5es (11,2%). Como uma pessoa pode ter indicado mais de um motivo, os percentuais somam mais de 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pensados em categorias mais amplas, o Ipea explica que as causas podem ser organizadas em tr\u00eas dimens\u00f5es: exclus\u00e3o econ\u00f4mica (que envolve inseguran\u00e7a alimentar, desemprego e d\u00e9ficit habitacional); fragiliza\u00e7\u00e3o ou ruptura de v\u00ednculos sociais (v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios, por meio dos quais essas pessoas poderiam ser capazes de obter acolhimento em situa\u00e7\u00f5es de dificuldade); e problemas de sa\u00fade (principalmente aqueles relacionados \u00e0 sa\u00fade mental).<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas dimens\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o excludentes e \u00e9 comum que se manifestem ao mesmo tempo. Metade dos que alegaram motiva\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 sa\u00fade tamb\u00e9m apontaram problemas familiares para a situa\u00e7\u00e3o de rua e 44% acrescentaram causas econ\u00f4micas. Entre os que tiveram problemas familiares, 42% tamb\u00e9m sofreram com quest\u00f5es econ\u00f4micas e 34% relataram motivos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que pesa mais no tempo de perman\u00eancia na rua? Problemas familiares e motivos de sa\u00fade, especialmente abuso de \u00e1lcool e outras drogas, fazem com que a situa\u00e7\u00e3o dure mais. Raz\u00f5es econ\u00f4micas geralmente significam situa\u00e7\u00e3o de rua de curta dura\u00e7\u00e3o. No agregado, 33,7% estavam nesta condi\u00e7\u00e3o por at\u00e9 6 meses, 14,2% entre 6 meses e 1 ano, 13% entre 1 e 2 anos, 16,6% entre 2 e 5 anos, 10,8% entre 5 e 10 anos e 11,7% h\u00e1 mais de 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados raciais, geogr\u00e1ficos e gerais<\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria dos que viviam na rua (68%) se declarou negra. Brancos eram 31,1%. O n\u00famero m\u00e9dio de anos de escolaridade entre os negros (6,7 anos) era menor que entre os brancos (7,4 anos). Mulheres eram apenas 11,6% da popula\u00e7\u00e3o adulta nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 70% morava no mesmo estado em que havia nascido. E 24% n\u00e3o possu\u00edam certid\u00e3o de nascimento. Entre os adultos, 29% n\u00e3o tinham t\u00edtulo de eleitor e 24% n\u00e3o possu\u00edam carteira de trabalho. Somente 58% das crian\u00e7as e adolescentes de 7 a 15 anos frequentavam a escola. E 69% da popula\u00e7\u00e3o adulta realizava alguma atividade para obter dinheiro, mas apenas 1% tinha emprego com carteira assinada.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que costumavam dormir na rua com alguma frequ\u00eancia eram 58%. Um ter\u00e7o dormia em albergues. Pouco mais de 3% costumavam dormir em domic\u00edlios particulares, e 12% em outros espa\u00e7os que n\u00e3o se enquadram entre os anteriores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n\n\n\n<p>O Ipea explica que o objetivo do estudo \u00e9 colaborar com o aprimoramento das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua. Por isso \u00e9 importante que o texto traga um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o e considere um conjunto abrangente de informa\u00e7\u00f5es. Algumas delas, j\u00e1 citadas, como tempo de perman\u00eancia na rua, migra\u00e7\u00f5es, \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia, v\u00ednculos familiares, participa\u00e7\u00e3o em associa\u00e7\u00f5es da sociedade civil e em atividades comunit\u00e1rias, ra\u00e7a\/cor, pessoas com defici\u00eancia, sexo, idade, acesso \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade e a benef\u00edcios sociais, escolaridade, trabalho e gera\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em julho que o governo federal deveria elaborar um plano de a\u00e7\u00e3o e monitoramento para implementar a Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua, que levasse em conta um diagn\u00f3stico desse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, o Ipea e o Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lan\u00e7aram o Guia Inclua \u2013 Pop Rua, uma Avalia\u00e7\u00e3o de Riscos de Desaten\u00e7\u00e3o, Exclus\u00e3o ou Tratamento Inadequado da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua. Em novembro, o MDHC lan\u00e7ou o Plano de A\u00e7\u00e3o e Monitoramento para Efetiva\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua.<\/p>\n\n\n\n<p>E nesta segunda-feira foi lan\u00e7ado pelo governo federal o Plano Nacional Ruas Vis\u00edveis &#8211; Pelo direito ao futuro da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua. Para ajudar os que vivem nessa condi\u00e7\u00e3o, v\u00e3o ser investidos inicialmente R$ 982 milh\u00f5es. As medidas propostas ser\u00e3o desenvolvidas a partir de sete eixos: Assist\u00eancia Social e Seguran\u00e7a Alimentar; Sa\u00fade; Viol\u00eancia Institucional; Cidadania, Educa\u00e7\u00e3o e Cultura; Habita\u00e7\u00e3o; Trabalho e Renda; e Produ\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o de Dados.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) indica que os principais motivos que levam as pessoas a morarem na rua s\u00e3o problemas familiares e o desemprego. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (11) e levam em conta os dados presentes no Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal (Cad\u00danico). 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