{"id":115181,"date":"2023-12-01T16:33:51","date_gmt":"2023-12-01T19:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114135"},"modified":"2023-12-01T16:33:51","modified_gmt":"2023-12-01T19:33:51","slug":"balanca-comercial-tem-superavit-recorde-de-us-8776-bi-em-novembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=115181","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial tem super\u00e1vit recorde de US$ 8,776 bi em novembro"},"content":{"rendered":"\n<p>Beneficiada pela queda nas importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e compostos qu\u00edmicos e pela safra recorde de soja, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou novembro com super\u00e1vit de US$ 8,776 bilh\u00f5es, divulgou nesta sexta-feira (1\u00ba) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O resultado \u00e9 o melhor para meses de novembro e representa alta de 41,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1569935&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1569935&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado de novembro, a balan\u00e7a comercial acumula super\u00e1vit de US$ 89,285 bilh\u00f5es em 2023, maior resultado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1989. Desde agosto, o saldo positivo acumulado supera o super\u00e1vit comercial recorde de US$ 61,525 bilh\u00f5es de todo o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao resultado mensal, as exporta\u00e7\u00f5es ficaram est\u00e1veis, enquanto as importa\u00e7\u00f5es despencaram em novembro. No m\u00eas passado, o Brasil vendeu US$ 27,82 bilh\u00f5es para o exterior, alta de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2022 pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria. As compras do exterior somaram US$ 19,044 bilh\u00f5es, recuo de 11,2% pelo mesmo crit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado das exporta\u00e7\u00f5es, a safra recorde de gr\u00e3os e a recupera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do min\u00e9rio de ferro compensaram a queda internacional no pre\u00e7o de algumas&nbsp;<em>commodities&nbsp;<\/em>(bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional). Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o recuo no pre\u00e7o do petr\u00f3leo, de derivados e de compostos qu\u00edmicos foi o principal respons\u00e1vel pela retra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s baterem recorde no primeiro semestre do ano passado, ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, as&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;recuaram nos \u00faltimos meses. Apesar da subida do petr\u00f3leo e de outros produtos em novembro, os valores continuam inferiores aos do mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 5,1%, enquanto os pre\u00e7os ca\u00edram 4% em m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. Nas importa\u00e7\u00f5es, a quantidade comprada caiu 1,8%, e os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 9%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setores<\/h2>\n\n\n\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, a safra recorde de gr\u00e3os pesou mais nas exporta\u00e7\u00f5es. O volume de mercadorias embarcadas subiu 46,6% em novembro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2022, enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 15,2%. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, a quantidade subiu 5%, com o pre\u00e7o m\u00e9dio recuando 2,2%. Na ind\u00fastria extrativa, que engloba a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios e de petr\u00f3leo, a quantidade exportada caiu 6,5%, enquanto os pre\u00e7os m\u00e9dios ca\u00edram 0,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos com maior destaque nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias foram soja (+76%); frutas e nozes n\u00e3o oleaginosas (+81,6%) e animais vivos, exceto pescados ou crust\u00e1ceos (+12,2%). Em valores absolutos, o destaque positivo \u00e9 a soja, cujas exporta\u00e7\u00f5es subiram US$ 1,178 bilh\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a novembro do ano passado. A safra recorde fez o volume de embarques de soja aumentar 105,8%, mesmo com o pre\u00e7o m\u00e9dio caindo 14,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria extrativa, as principais altas foram registradas em min\u00e9rios de ferro e concentrados (+27,5%) e pedra, areia e cascalho (+37,7%). No caso do ferro, a quantidade exportada aumentou 5,6%, e o pre\u00e7o m\u00e9dio subiu 20,7%, puxados principalmente pelos est\u00edmulos para a economia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, tamb\u00e9m classificados dentro da ind\u00fastria extrativa, as exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 7,4%. Os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 8,2% em rela\u00e7\u00e3o a novembro do ano passado, enquanto a quantidade embarcada aumentou apenas 0,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, as maiores altas ocorreram em a\u00e7\u00facares e mela\u00e7os (+36,8%), farelos de soja (+15,3%) e carne bovina (+11%). A crise econ\u00f4mica na Argentina, principal destino das manufaturas brasileiras, tamb\u00e9m interferiu no recuo das exporta\u00e7\u00f5es dessa categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os importados, os produtos que tiveram os maiores recuos foram trigo e centeio n\u00e3o mo\u00eddos (-30,3%); milho n\u00e3o mo\u00eddo, exceto milho doce (-40,1%) e l\u00e1tex e borracha natural (-60,6%), na agropecu\u00e1ria; \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (-35,4%) e g\u00e1s natural (-11,4%), na ind\u00fastria extrativa; e compostos organoinorg\u00e2nicos (-46,9%) e v\u00e1lvulas e tubos termi\u00f4nicos (-25,4%), na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos fertilizantes, cujas compras do exterior ainda s\u00e3o impactadas pela guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, as importa\u00e7\u00f5es subiram 2,7% na compara\u00e7\u00e3o com novembro do ano passado. No entanto, o crescimento seria maior n\u00e3o fosse a diminui\u00e7\u00e3o de 37,7% nos pre\u00e7os. A quantidade importada subiu 64,7%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estimativa<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da desvaloriza\u00e7\u00e3o das&nbsp;<em>commodities<\/em>, o governo prev\u00ea&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-10\/ministerio-projeta-superavit-comercial-recorde-de-us-93-bilhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">saldo positivo recorde de US$ 93 bilh\u00f5es<\/a>, contra proje\u00e7\u00e3o anterior de US$ 84,7 bilh\u00f5es, feita em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o MDIC, as exporta\u00e7\u00f5es ficar\u00e3o est\u00e1veis em 2023, subindo apenas 0,02% e encerrando o ano em US$ 334,2 bilh\u00f5es. As estimativas s\u00e3o atualizadas a cada tr\u00eas meses. As importa\u00e7\u00f5es recuar\u00e3o 11,5% e fechar\u00e3o o ano em US$ 241,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es est\u00e3o um pouco mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta super\u00e1vit de US$ 83,05 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiada pela queda nas importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e compostos qu\u00edmicos e pela safra recorde de soja, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou novembro com super\u00e1vit de US$ 8,776 bilh\u00f5es, divulgou nesta sexta-feira (1\u00ba) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). 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