{"id":115168,"date":"2023-12-01T11:33:06","date_gmt":"2023-12-01T14:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114079"},"modified":"2023-12-01T11:33:06","modified_gmt":"2023-12-01T14:33:06","slug":"unicef-maioria-de-jovens-com-hiv-aprova-acolhida-em-servicos-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=115168","title":{"rendered":"Unicef: maioria de jovens com HIV aprova acolhida em servi\u00e7os de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p>Mais de 50% dos jovens que vivem com HIV no Brasil aprovam o acolhimento recebido em servi\u00e7os de sa\u00fade. \u00c9 o que revela uma pesquisa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia<br>(Unicef), entidade vinculada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Os dados do levantamento foram divulgados nesta sexta-feira (1\u00ba), dia em que \u00e9 celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data foi institu\u00edda em 1988 pela Assembleia Geral da ONU.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1569859&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1569859&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa recebeu o t\u00edtulo de \u201cN\u00f3s somos a resposta: O que adolescentes e jovens que vivem com HIV\/aids pensam sobre o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade no Brasil\u201d. De acordo com os resultados, 64% dos respondentes de um question\u00e1rio&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;avaliaram positivamente o acolhimento recebido. Por outro lado, 35,7% o classificaram como razo\u00e1vel ou ruim.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, cerca de 20% dos entrevistados afirmaram que j\u00e1 vivenciaram, no sistema de sa\u00fade brasileiro, situa\u00e7\u00f5es como desrespeito ao desconforto, &nbsp;privacidade, desconforto durante o atendimento ou sentimento de culpa ou vergonha por ser uma pessoa com HIV.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, 13% relataram que tiveram seu diagn\u00f3stico positivo revelado sem consentimento pela equipe de sa\u00fade e 20% foram orientados a n\u00e3o ter rela\u00e7\u00f5es sexuais. &#8220;\u00c9 lei federal que resultados de exame de HIV devem ser comunicados de forma sigilosa&#8221;, observa Luciana Phebo, chefe de sa\u00fade do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram levantadas quest\u00f5es relacionadas ao deslocamento at\u00e9 o servi\u00e7o de sa\u00fade: 21% afirmaram levar mais de uma hora, 53,7% entre 30 minutos e uma hora e 46,3% gastam at\u00e9 30 minutos. Para Luciana Phebo, esses dados permitem entender melhor as barreiras para a ades\u00e3o ao tratamento. &#8220;As dificuldades afastam os jovens&#8221;, assegura.<\/p>\n\n\n\n<p>O HIV \u00e9 um v\u00edrus que afeta o sistema imunol\u00f3gico. A contamina\u00e7\u00e3o ocorre na maioria das vezes atrav\u00e9s do contato sexual desprotegido. O compartilhamento de objetivos perfurantes e cortantes como seringas, agulhas e alicates de unha tamb\u00e9m pode levar \u00e0 transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dificuldades<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando uma pessoa \u00e9 contaminada e n\u00e3o realiza tratamento, seu organismo come\u00e7a a ter dificuldades para responder a infec\u00e7\u00f5es e doen\u00e7as, configurando, assim, a aids. Nos \u00faltimos anos, o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e o aprimoramento do uso dos antirretrovirais v\u00eam permitindo que mais pessoas que vivem com HIV n\u00e3o desenvolvam a aids. Com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue reduzir a carga viral no sangue para n\u00edveis indetect\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isso acontece, a pessoa deixa de transmitir o HIV. Por esta raz\u00e3o, observa Luciana, o tratamento n\u00e3o apenas melhora a qualidade de vida de cada paciente como tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para interromper o ciclo de transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>A Unesco chama aten\u00e7\u00e3o que 44,1% das 40.880 notifica\u00e7\u00f5es de HIV em 2021 envolveram pacientes entre 15 e 29 anos. &#8220;Apesar da cont\u00ednua redu\u00e7\u00e3o de novos casos na \u00faltima d\u00e9cada, o Brasil ainda apresenta altas taxas de novas infec\u00e7\u00f5es&#8221;, registra o relat\u00f3rio da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa quinta-feira (30), Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2023-11\/hiv-brasil-cumpre-meta-de-pessoas-em-tratamento-antirretroviral\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dados referentes ao ano de 2022<\/a>. O pa\u00eds registrou 43.403 novos casos de infec\u00e7\u00e3o por HIV no \u00faltimo ano. Ao todo, estima-se que um milh\u00e3o de pessoas no Brasil vivem com v\u00edrus. Desse total, 90% (900 mil) j\u00e1 foram diagnosticadas, 81% (731 mil) das que t\u00eam diagn\u00f3stico est\u00e3o em tratamento antirretroviral e 95% (695 mil) dos que est\u00e3o em tratamento antirretroviral t\u00eam carga indetect\u00e1vel do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) aos pa\u00edses \u00e9 a busca da denominada meta 95-95-95 at\u00e9 2030, para garantir que 95% das pessoas que vivem com o v\u00edrus sejam diagnosticadas. Dessas, ao menos 95% precisam ter acesso ao tratamento. E 95% dos pacientes que est\u00e3o tratando devem conseguir reduzir o v\u00edrus a n\u00edveis indetect\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os respondentes do question\u00e1rio aplicado pela Unesco, 89,4% disseram que realizaram o teste de carga viral nos \u00faltimos 12 meses e estavam indetect\u00e1veis. Al\u00e9m disso, 91,7% afirmaram tamb\u00e9m que a equipe de sa\u00fade conversou sobre o teste de carga viral. Para a Unesco, as altas taxas de testagem e de indetectabilidade do v\u00edrus mostram a import\u00e2ncia do sistema p\u00fablico de sa\u00fade e da realiza\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi realizada com o apoio do Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre HIV\/Aids (Unaids) e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV\/Aids. Tamb\u00e9m contou com parceria t\u00e9cnica da empresa&nbsp;<em>Oppen Social<\/em>. O question\u00e1rio&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;foi respondido por 710 pessoas entre 17 e 31 anos, sendo 488 residentes das capitais e 222 em outros munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do levantamento de dados quantitativos, foram realizadas rodas de conversas com 70 jovens de sete capitais e entrevistas com lideran\u00e7as de coletivos que atuam em diferentes locais para uma an\u00e1lise qualitativa. Como apontam os resultados, o estigma ainda existente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a \u00e9 considerado a maior barreira para uma acolhida adequada e humanizada. O sistema de sa\u00fade \u00e9 valorizado de forma geral, embora tenham sido apontados desafios em rela\u00e7\u00e3o ao preparo dos profissionais de sa\u00fade para trabalhar com pessoas vivendo com HIV.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta de clareza<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os pontos destacados nas rodas de conversas e entrevistas, est\u00e3o a escassez de informa\u00e7\u00f5es e a falta de clareza na comunica\u00e7\u00e3o sobre possibilidades de tratamento e sobre o processo de marca\u00e7\u00e3o de exames e consultas.<\/p>\n\n\n\n<p>Casos de fornecimento de informa\u00e7\u00f5es conflitantes sobre o tratamento foram citados. Nessas situa\u00e7\u00f5es, a atua\u00e7\u00e3o dos coletivos de jovens tem se revelado importante para a troca de experi\u00eancias e acolhimento entre pares. Apesar das dificuldades mencionadas, tamb\u00e9m foram colhidos relatos de profissionais de sa\u00fade que atuaram de forma acolhedora e inclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma coisa que os jovens levantaram \u00e9 a import\u00e2ncia do acompanhamento psicol\u00f3gico durante o tratamento. S\u00e3o momentos impactantes. Outra quest\u00e3o \u00e9 a expans\u00e3o dos atendimentos. O acesso ao servi\u00e7o de sa\u00fade \u00e9 uma barreira para os jovens se manterem no tratamento. Ter uma agilidade na marca\u00e7\u00e3o das consultas vai certamente ampliar o acesso ao tratamento e \u00e0s medica\u00e7\u00f5es&#8221;, opina Luciana Phebo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Unesco, os dados levantados s\u00e3o \u00fateis para guiar pol\u00edticas p\u00fablicas e outras a\u00e7\u00f5es capazes de transformar unidades de sa\u00fade em espa\u00e7os acolhedores para adolescentes e jovens, e empoderar redes de adolescentes e jovens e conscientiz\u00e1-los sobre seus direitos em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de sa\u00fade universais, humanizados e de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 50% dos jovens que vivem com HIV no Brasil aprovam o acolhimento recebido em servi\u00e7os de sa\u00fade. \u00c9 o que revela uma pesquisa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia(Unicef), entidade vinculada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). 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