{"id":114166,"date":"2023-11-29T14:20:48","date_gmt":"2023-11-29T17:20:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114059"},"modified":"2023-11-29T14:20:48","modified_gmt":"2023-11-29T17:20:48","slug":"cresce-numero-de-graduados-trabalhando-em-postos-de-menos-escolaridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114166","title":{"rendered":"Cresce n\u00famero de graduados trabalhando em postos de menos escolaridade"},"content":{"rendered":"\n<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas que t\u00eam ensino superior completo cresceu 15,5%, entre 2019 e 2022, revela an\u00e1lise do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A alta, no entanto, \u00e9 maior em ocupa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exigem esse n\u00edvel de escolaridade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1569583&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1569583&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento aponta aumento de 22% no percentual de pessoas com n\u00edvel superior trabalhando como balconistas ou vendedores de loja. Tamb\u00e9m cresceu 45% o n\u00famero de pessoas com n\u00edvel superior completo trabalhando como profissionais de n\u00edvel m\u00e9dio de enfermagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de ocupados com ensino m\u00e9dio completo cresceu 7,1% e o n\u00famero total de ocupados aumentou 4%. \u201cNesse sentido, o aumento de ocupados com maiores n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o acompanhou a amplia\u00e7\u00e3o da escolaridade da sociedade brasileira como um todo\u201d, diz o Dieese, que produziu um recorte para motoristas e entregadores por aplicativo. Dos 704 mil motoristas de aplicativo, cerca de 86 mil t\u00eam ensino superior completo, excluindo os taxistas. O maior n\u00famero \u00e9 de profissionais com ensino m\u00e9dio completo (461 mil). Entre os entregadores, do total de 589 mil, cerca de 70 mil completaram o curso superior.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Escolariza\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia reflete o aumento (14,9%) do n\u00famero de pessoas em idade ativa, ou seja, de 14 anos de idade ou mais, com ensino superior completo, na compara\u00e7\u00e3o entre 2019 e de 2022. Isso equivale a cerca de 3,7 milh\u00f5es a mais pessoas com tal qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior crescimento percentual foi no ensino superior. No ensino m\u00e9dio completo, a quantidade de pessoas em idade ativa que atingiram esse n\u00edvel de escolaridade cresceu 5,9% no mesmo per\u00edodo. Entre os que t\u00eam ensino fundamental completo, houve queda de 4,6%. O total de pessoas de 14 anos ou mais subiu 2,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dieese destaca, no boletim, que o fen\u00f4meno do aumento da escolariza\u00e7\u00e3o, especialmente no ensino superior, j\u00e1 ocorre h\u00e1 v\u00e1rios anos em decorr\u00eancia da amplia\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas e de programas federais de acesso e financiamento \u00e0s universidades privadas, principalmente a partir do in\u00edcio dos anos 2000.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPor\u00e9m, percebe-se cotidianamente a dificuldade das pessoas com diploma de n\u00edvel superior de conseguir algum trabalho compat\u00edvel com essa escolaridade, devido aos problemas estruturais da economia brasileira, que apresenta crises recorrentes e baixo crescimento, especialmente nos \u00faltimos anos\u201d, diz o texto.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rendimentos<\/h2>\n\n\n\n<p>O rendimento m\u00e9dio, no entanto, caiu 0,5% para o total de ocupados. Entre os que t\u00eam ensino m\u00e9dio completo, a queda do rendimento real foi de 2,5% e, entre aqueles com ensino superior completo, de 8,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>No total de ocupados, o valor caiu de R$ 2.834 para R$ 2.819. Entre os ocupados com ensino m\u00e9dio completo, a m\u00e9dia ficou em R$ 2.140 no ano passado e, em 2019, era de R$ 2.196. Entre aqueles com ensino superior completo os ganhos baixaram de R$ 6.188 para R$ 5.650.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dieese chama a aten\u00e7\u00e3o para que esses dados n\u00e3o sirvam de desest\u00edmulo para que pessoas de fam\u00edlias de baixa renda cursem o ensino superior. \u201cMas, sim, para a discuss\u00e3o da necessidade de dinamizar e adensar a economia brasileira a fim de gerar postos de trabalho mais complexos\u201d, diz o texto. A institui\u00e7\u00e3o lembra ainda que as informa\u00e7\u00f5es mostram a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de financiamento para que pessoas de baixa renda acessem universidades.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas que t\u00eam ensino superior completo cresceu 15,5%, entre 2019 e 2022, revela an\u00e1lise do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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