{"id":114156,"date":"2023-11-29T11:01:49","date_gmt":"2023-11-29T14:01:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114034"},"modified":"2023-11-29T11:01:49","modified_gmt":"2023-11-29T14:01:49","slug":"obra-mostra-importancia-da-amazonia-e-de-mais-4-florestas-para-o-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114156","title":{"rendered":"Obra mostra import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia e de mais 4 florestas para o clima"},"content":{"rendered":"\n<p>Existem cinco florestas vitais para o equil\u00edbrio do planeta. \u00c9 o que mostram&nbsp;o economista John Reid e o bi\u00f3logo Thomas Lovejoy. Suas teses foram reunidas no livro&nbsp;<em>Megaflorestas \u2013 Preservar o que temos para salvar o planeta<\/em>. A obra, que traz pref\u00e1cio da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ser\u00e1 lan\u00e7ada pela Editora Voo nesta quarta-feira (29) no Rio de Janeiro. O evento ocorre&nbsp;\u00e0s 19h30, no restaurante Brota, em Botafogo, na zona sul da cidade. Nessa ter\u00e7a-feira (28), tamb\u00e9m foi feito&nbsp;um lan\u00e7amento em Bras\u00edlia.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1569452&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1569452&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das cinco florestas citadas no livro \u00e9 a Amaz\u00f4nica, destino frequente para os dois autores. Tanto John Reid como Thomas Lovejoy realizaram, ao longo de suas carreiras, muitas incurs\u00f5es na regi\u00e3o e desenvolveram diferentes pesquisas com o objetivo&nbsp;de colaborar com a conserva\u00e7\u00e3o do ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNo decorrer da leitura, depois de mapear, situar e conceituar as megaflorestas, Reid e Lovejoy passam a tratar do que podemos chamar de constru\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da emerg\u00eancia clim\u00e1tica e o papel central das megaflorestas no processamento de seu elemento central, o g\u00e1s carb\u00f4nico\u201d, escreveu e ministra Marina Silva.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A obra da dupla, lan\u00e7ada no ano passado no idioma ingl\u00eas com o t\u00edtulo&nbsp;<em>Ever green \u2013 Saving big forests to save the planet<\/em>, destaca que as cinco florestas t\u00eam paisagens intactas,&nbsp;livres de estradas, linhas de energia, minas, cidades e grandes fazendas.&nbsp;S\u00e3o consideradas as terras mais selvagens e biologicamente diversas do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Coube a John Reid a tarefa de divulgar o trabalho, pois seu colega Thomas Lovejoy morreu&nbsp;em 2021, antes da publica\u00e7\u00e3o do livro. Ap\u00f3s desembarcar no Brasil para os eventos de lan\u00e7amento da vers\u00e3o em portugu\u00eas, o economista conversou com a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>sobre a import\u00e2ncia e os desafios para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; O livro trata de cinco florestas que precisam ser preservadas. Quais s\u00e3o elas e porque s\u00e3o&nbsp;importantes?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>John Reid &#8211;<\/strong>&nbsp;As cinco megaflorestas ficam na Amaz\u00f4nia, no Congo, na ilha de Nova Guin\u00e9, na R\u00fassia e no Norte do continente norte-americano. As tr\u00eas primeiras s\u00e3o tropicais e as duas \u00faltimas s\u00e3o boreais, termo que se refere \u00e0s temperaturas baixas que prevalecem nessa zona. Por serem intactas e grandes, elas conseguem manter quantidades gigantescas de carbono que fariam danos irrevers\u00edveis e custariam vidas se fossem soltas pela atmosfera. Al\u00e9m disso, elas conservam a maior biodiversidade de todos os ambientes terrestres do planeta, n\u00e3o somente de flora e fauna, mas de culturas humanas tamb\u00e9m. Elas s\u00e3o importantes porque fazem o planeta funcionar direito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211;&nbsp;Quais s\u00e3o os principais entraves para a preserva\u00e7\u00e3o dessas florestas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>John Reid &#8211;<\/strong>&nbsp;Os principais entraves para a preserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas: atmosf\u00e9rico, econ\u00f4mico&nbsp;e pol\u00edtico. A atmosf\u00e9rica \u00e9 a mudan\u00e7a do clima, que derrete solos congelados no norte, seca os rios nas latitudes tropicais, aumenta os inc\u00eandios florestais e desafia plantas e animais no mundo inteiro adaptados a condi\u00e7\u00f5es mais est\u00e1veis. O fator econ\u00f4mico \u00e9 o excesso de consumo, principalmente mas n\u00e3o exclusivamente em pa\u00edses ricos, que pressiona as florestas e outros ecossistemas a produzirem volumes de mat\u00e9ria prima que n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com a conserva\u00e7\u00e3o. O fator pol\u00edtico \u00e9 uma tend\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses de espalhar atividades industriais e agricultura em grande escala nas \u00e1reas at\u00e9 agora conservadas. Novas estradas, concess\u00f5es florestais e minerais s\u00e3o alguns exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Uma dessas florestas \u00e9 a Amaz\u00f4nia. \u00c9 poss\u00edvel garantir a floresta em p\u00e9 e, ao mesmo tempo, levar desenvolvimento humano para os moradores da regi\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>John Reid &#8211;&nbsp;<\/strong>J\u00e1 existem economias tradicionais e ind\u00edgenas que dependem da Floresta Amaz\u00f4nica em p\u00e9. O primeiro componente de uma estrat\u00e9gia econ\u00f4mica para a regi\u00e3o \u00e9 cuidar e expandir o que funciona. Depois, aproveitar as dezenas de milh\u00f5es de hectares degradadas e abandonadas. \u00c0s vezes, o lucro e o desenvolvimento andam juntos, mas temos que questionar se o lucro decorrente do desmatamento, que polui o ar e fecha a torneira das chuvas necess\u00e1rias para a agricultura ao sul da Amaz\u00f4nia, representa um desenvolvimento de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Que mecanismos o governo brasileiro pode adotar para cumprir essa miss\u00e3o? A regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de carbono pode ser um caminho?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>John Reid &#8211;&nbsp;<\/strong>O Brasil j\u00e1 fez muita coisa. Estabeleceu unidades de conserva\u00e7\u00e3o grandes e reconheceu muitas terras ind\u00edgenas, que s\u00e3o as a\u00e9reas melhor preservadas da Amaz\u00f4nia. Desenvolveu capacidades de fiscaliza\u00e7\u00e3o e obteve importantes avan\u00e7os cient\u00edficos. Mas ainda possui enormes extens\u00f5es de florestas p\u00fablicas sem nenhuma defini\u00e7\u00e3o do uso. Esse estado de limbo estimula a grilagem. Essas terras devem ser destinadas a uma gest\u00e3o apropriada. O Brasil pode melhorar a seguran\u00e7a das terras ind\u00edgenas e fomentar condi\u00e7\u00f5es boas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o nas aldeias. E pode evitar os erros do passado quanto \u00e0 pavimenta\u00e7\u00e3o de estradas no meio da floresta, que geralmente espalham o desmatamento e o caos social ao inv\u00e9s de trazer&nbsp;desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de carbono abranger a agricultura e atividades florestais, esse mercado poderia fazer parte da solu\u00e7\u00e3o, ao providenciar recursos financeiros para conserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o substitui as atividades tradicionais de prote\u00e7\u00e3o das florestas, mas poderia bancar algumas delas e dar um incentivo para n\u00e3o derrubar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem cinco florestas vitais para o equil\u00edbrio do planeta. \u00c9 o que mostram&nbsp;o economista John Reid e o bi\u00f3logo Thomas Lovejoy. Suas teses foram reunidas no livro&nbsp;Megaflorestas \u2013 Preservar o que temos para salvar o planeta. A obra, que traz pref\u00e1cio da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ser\u00e1 lan\u00e7ada pela Editora Voo nesta quarta-feira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":114625,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":{"0":"post-114156","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-meio-ambiente"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/114156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=114156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/114156\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/114625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=114156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=114156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=114156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}