{"id":113826,"date":"2023-11-24T11:46:58","date_gmt":"2023-11-24T14:46:58","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=113826"},"modified":"2023-11-24T11:46:58","modified_gmt":"2023-11-24T14:46:58","slug":"brasil-perdeu-16-de-vegetacao-herbacea-e-arbustiva-em-38-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=113826","title":{"rendered":"Brasil perdeu 16% de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva em 38 anos"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil perdeu 16% de sua vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal nativa nos \u00faltimos 38 anos, o que representa 9,6 milh\u00f5es de hectares de cobertura vegetal herb\u00e1cea e arbustiva. Os dados s\u00e3o de levantamento in\u00e9dito do MapBiomas sobre essa vegeta\u00e7\u00e3o, constitu\u00edda por plantas de porte pequeno e sem estrutura lenhosa &#8211; gram\u00edneas e ervas -, ou com tronco lenhoso fino &#8211; arbustos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1568667&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1568667&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o nativa, em geral, ocupa 64% do territ\u00f3rio brasileiro, segundo mapeamento do MapBiomas de 2022. Desse total, a maior parte corresponde \u00e0s florestas (58%) e uma fra\u00e7\u00e3o menor do territ\u00f3rio \u00e9 ocupada pela vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal (6%). Segundo a entidade, embora minorit\u00e1ria e pouco valorizada, a vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal \u00e9 muito importante pela grande diversidade de esp\u00e9cies de plantas e animais que abriga e pelos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos prestados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em todos os biomas brasileiros em diferentes formas, como forma\u00e7\u00f5es campestres, campos alagados e \u00e1reas pantanosas e afloramentos rochosos. No total, essa cobertura vegetal ocupa 50,6 milh\u00f5es de hectares, o que representa 1,4 vezes mais do que o territ\u00f3rio da Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o do MapBiomas aponta que o ritmo do desmatamento dessa vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante ao das \u00e1reas florestais no pa\u00eds, considerando o mesmo per\u00edodo, ou seja, ela est\u00e1 sendo rapidamente destru\u00edda. \u201cNos \u00faltimos 38 anos, o Brasil perdeu 16% de sua vegeta\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o florestal, propor\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da perda de cobertura florestal [nativa], de 15%\u201d, disse J\u00falia Shimbo, coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas, em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm termos absolutos, o Cerrado lidera o desmatamento de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva, com 2,9 milh\u00f5es de hectares suprimidos. J\u00e1 o Pampa, um bioma bem menor, teve um desmatamento bem pr\u00f3ximo em n\u00fameros absolutos: foram 2,85 milh\u00f5es de hectares entre 1985 e 2022. Mas em termos proporcionais, isso representou a impressionante cifra de 30% de perda da vegeta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que havia em 1985\u201d, destacou. O Pampa foi o bioma que mais perdeu essa cobertura vegetal, proporcionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os diferentes tipos de cobertura vegetal n\u00e3o florestal, que cobrem os 6% do territ\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>brasileiro, s\u00e3o a vegeta\u00e7\u00e3o predominante no Pantanal e no Pampa. As forma\u00e7\u00f5es campestres e os campos alagados e \u00e1reas pantanosas s\u00e3o os tipos de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva mais abundantes no Brasil, respondendo por 95% do total.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados com maior propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal s\u00e3o o Rio Grande do Sul (26% do territ\u00f3rio), Roraima (20%) e Amap\u00e1 (14%). Os que mais perderam esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o desde 1985 foram o Rio Grande do Sul (3,3 milh\u00f5es de hectares) e Mato Grosso (1,4 milh\u00e3o de hectares).<\/p>\n\n\n\n<p>No Pantanal, houve uma transi\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas naturais, com aumento de \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o campestre \u2013 n\u00e3o florestal \u2013, por causa da redu\u00e7\u00e3o de campos alagados, \u00e1reas pantanosas e superf\u00edcie de \u00e1gua. As \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal representam 61% das \u00e1reas naturais nesse bioma.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAnualmente, e de acordo com o pulso de inunda\u00e7\u00e3o na plan\u00edcie, observa-se uma not\u00e1vel transi\u00e7\u00e3o entre diferentes classes de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva, onde os campos alagados e \u00e1reas pantanosas e a \u00e1gua, alagam ou exp\u00f5em \u00e1reas de campos naturais. A convers\u00e3o dessas \u00e1reas naturais em pastagem ex\u00f3tica, nos \u00faltimos 38 anos, soma mais de 700 mil hectares\u201d, ressaltou Eduardo Rosa, coordenador da equipe do Pantanal no MapBiomas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As pastagens ex\u00f3ticas s\u00e3o introdu\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies de pastagem de capim n\u00e3o nativas do bioma onde foi implementado, muitas vezes origin\u00e1rias de outros pa\u00edses. Por n\u00e3o serem vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea nativa, podem causar danos no solo.<\/p>\n\n\n\n<p>O MapBiomas ressalta que as \u00e1reas privadas concentram 61% da vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva do Brasil, cerca de 30 milh\u00f5es de hectares. Do total de remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva em 2022 no pa\u00eds, 20% encontra-se em \u00e1reas protegidas, a maior parte na Amaz\u00f4nia. No entanto, o grau de prote\u00e7\u00e3o em biomas tipicamente n\u00e3o florestais como o Pantanal e o Pampa ainda \u00e9 considerado baixo, sendo 4,1% e 1% do bioma, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil perdeu 16% de sua vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal nativa nos \u00faltimos 38 anos, o que representa 9,6 milh\u00f5es de hectares de cobertura vegetal herb\u00e1cea e arbustiva. 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