{"id":113691,"date":"2023-11-22T16:47:17","date_gmt":"2023-11-22T19:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=113691"},"modified":"2023-11-22T16:47:17","modified_gmt":"2023-11-22T19:47:17","slug":"rio-negro-sobe-lentamente-e-pescadores-esperam-retomar-rotina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=113691","title":{"rendered":"Rio Negro sobe lentamente e pescadores esperam retomar rotina"},"content":{"rendered":"\n<p>Em meio \u00e0 expectativa da subida no volume das \u00e1guas do Rio Negro, pescadores, donos de flutuantes e feirantes de Manaus, afetados pela<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-10\/pesquisador-ve-relacao-entre-seca-no-rio-negro-e-aquecimento-global\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;seca no Amazonas<\/a>, ainda manifestam receio com a retomada das atividades. O volume do rio, que enfrenta a pior seca em 121 anos, vem subindo lentamente e registrou nessa ter\u00e7a-feira (21) a cota de 13,20 metros. Os trabalhadores torcem para que, com a chegada das chuvas, possam&nbsp;retornar gradativamente \u00e0&nbsp;sua&nbsp;rotina.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1568209&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1568209&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Boletim do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM)&nbsp;divulgado ontem&nbsp;mostra que o Rio Negro apresentou subidas em Tapuruquara e Barcelos e que, em Manaus, o rio voltou a subir, inicialmente 2 cent\u00edmetros (cm)&nbsp;e no registro mais recente 9 cm, \u201ccontudo os n\u00edveis ainda s\u00e3o considerados muito baixos para o per\u00edodo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pescador h\u00e1 cerca de 20 anos e vendedor de pescado na beira do Rio Negro, pr\u00f3ximo ao Porto de Manaus, Marcos C\u00e9sar Ant\u00f4nio relatou \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;que durante o m\u00eas de outubro houve queda no volume de peixes no rio, o que resultou em pequeno aumento de pre\u00e7os e diminui\u00e7\u00e3o das vendas. O motivo: os barcos de m\u00e9dio porte j\u00e1 n\u00e3o conseguiam sair para pescar, deixando a tarefa para as pequenas embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/YX0c05DDu59nVtAy52l9ASLmUi4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf02773.jpg?itok=vpWmd0KN\" alt=\"Manaus (AM), 20\/11\/2023,  Marcos C\u00e9sar Antonio, o Marcos do Pescado, comerciante, vende\npeixes na regi\u00e3o do Porto de Manaus. Manaus sofrre com a maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:592px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cTeve um aumento no pre\u00e7o, mas n\u00e3o foi&nbsp;muito\u201d, afirmou.&nbsp;A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dif\u00edcil por causa da falta de peixe devido ao fato de o motor ficar&nbsp;encalhado no rio. Espero que essa situa\u00e7\u00e3o melhore em breve\u201d, afirmou&nbsp;Ant\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com o fato de o in\u00edcio do per\u00edodo de cheias&nbsp;do rio coincidir com o in\u00edcio do&nbsp;defeso&nbsp;para algumas esp\u00e9cies da regi\u00e3o. No per\u00edodo de 15 de novembro a 15 de mar\u00e7o, a pesca de&nbsp;matrinx\u00e3, surubim, pirapitinga, sardinha, pacu, caparari, aruan\u00e3 e mapar\u00e1 fica proibida por causa&nbsp;da reprodu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO rio volta&nbsp;devagarzinho, mas agora vem a proibi\u00e7\u00e3o e vai ficar pior. Com o defeso, a situa\u00e7\u00e3o vai piorar, como \u00e9 que vai trazer o peixe\u201d?, indagou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia devido \u00e0 seca, o governo federal pagar\u00e1&nbsp;um&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-11\/pescadores-do-norte-afetados-pela-seca-receberao-auxilio-de-r-2640\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aux\u00edlio extraordin\u00e1rio<\/a>&nbsp;de R$ 2.640 para pescadores artesanais benefici\u00e1rios do seguro-defeso cadastrados nos munic\u00edpios da Regi\u00e3o Norte. O pescador ter\u00e1 direito, mesmo que seja titular de outros benef\u00edcios assistenciais, previdenci\u00e1rios&nbsp;ou de qualquer natureza. O aux\u00edlio ser\u00e1 pago em parcela \u00fanica. A estimativa \u00e9 de que sejam atendidos pescadores profissionais artesanais de 94 munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais otimista, o pescador Jo\u00e3o Bosco da Silva, 57 anos, disse que a queda nas vendas ser\u00e1&nbsp;compensada, mais adiante, com a retomada das atividades em ritmo \u201cnormal\u201d. \u00c0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, o pescador disse viver com a \u201cvida do peixe.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/xVjZp6Z4oJoNaBKH9w2eO1G-tg4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf02862.jpg?itok=LJ5BRU4w\" alt=\"Manaus (AM), 20\/11\/2023,   Jo\u00e3o Bosco Saraiva de Souza, Pescador, vende\npeixes na regi\u00e3o do Porto de Manaus. Manaus sofrre com a maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:544px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cA&nbsp;gente vive a vida com o peixe. Ningu\u00e9m nunca se baseia no fato de que ele vai aumentar, vai crescer. A gente j\u00e1 sabe que um dia ele vai dar dinheiro. E uma hora vai baratear. Para n\u00f3s, \u00e9 normal, para quem \u00e9 peixeiro \u00e9 normal. Ningu\u00e9m ignora esse pre\u00e7o. O importante \u00e9 ter algum peixinho\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de seca tamb\u00e9m preocupa quem trabalha nas feiras vendendo produtos consumidos pelos amazonenses, como farinha, banana, pescados, entre outros. Trabalhador de um box no Mercado Municipal&nbsp;Adolpho Lisboa, que atende turistas e a popula\u00e7\u00e3o local, o feirante Wanderson Dias da Silva, 28 anos, lembrou&nbsp;que a seca j\u00e1 causa&nbsp;impacto nas planta\u00e7\u00f5es de mandioca, utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de farinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o cen\u00e1rio j\u00e1 indica alta dos pre\u00e7os do produto, muito consumido na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu acredito que a farinha vai ter aumento a partir de janeiro. Tem um plantio todo dia, e o pessoal, a maioria que trabalhou na ro\u00e7a, teve muita perda&nbsp;porque depende da \u00e1gua, n\u00e3o depende s\u00f3 da terra. Ent\u00e3o, tudo isso agregou&nbsp;e quando vier agora&nbsp;a nova safra, vai ter altera\u00e7\u00e3o\u201d, estimou.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Uj-hFIT9x3654r4q-9HrgWsYOKg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf02973.jpg?itok=7UXWRsi2\" alt=\"Manaus (AM), 20\/11\/2023,  Wanderson Dias da Silva, Feirante, em sua barraca no Mercado Municipal Adolpho Lisboa.\nManaus passa por sua maior seca em 121 anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:595px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para minimizar esse impacto, Silva contou que alguns feirantes ainda n\u00e3o repassaram o aumento porque ainda trabalham com estoques guardados logo ap\u00f3s o in\u00edcio do per\u00edodo de seca severa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa cheia passada, \u00e9 quase o estoque nosso, a\u00ed a gente tem&nbsp;<em>pallet<\/em>&nbsp;[usado para armazenar farinha] guardado. Estamos trabalhando&nbsp;hoje&nbsp;com, mais ou menos, quase 16 pallets. Acabaram os 16, acabou tudo\u201d, disse Silva, acrescentando que essa iniciativa vem retardando, no caso dele, o repasse no pre\u00e7o do aumento da farinha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos trabalhando com o&nbsp;nosso estoque. O pre\u00e7o desse estoque, a gente n\u00e3o pode se basear no&nbsp;que voc\u00ea v\u00ea em outros mercados.&nbsp;Outros locais t\u00eam pre\u00e7o agregado mais caro. Por qu\u00ea? Porque o nosso \u00e9 guardado, \u00e9 estoque. A farinha \u00e9 guardada, ent\u00e3o tende a ter pre\u00e7o mais baixo. Outros&nbsp;t\u00eam que agregar tudo em cima disso, sen\u00e3o v\u00e3o s\u00f3 trocar dinheiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa com a retomada das atividades tamb\u00e9m pode ser observada no Lago do Aleixo, localizado na divisa entre os bairros Col\u00f4nia Ant\u00f4nio Aleixo e Comunidade Bela Vista, em Manaus. Com a seca, quem visita o lago, que fica h\u00e1&nbsp;cerca de 15 minutos de barco do encontro das \u00e1guas dos rios Negro e Solim\u00f5es, considerado o cart\u00e3o postal mais famoso da cidade, encontra agora um cen\u00e1rio de lama com plantas rasteiras onde, antes, havia abund\u00e2ncia de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>A comerciante Jocilda Marques, 46 anos, conhecida como dona J\u00f4, disse&nbsp;que a seca fez com que o movimento de pessoas que procuram o lago como op\u00e7\u00e3o de lazer diminuiu drasticamente. Dona de um pequeno com\u00e9rcio na descida para o lago h\u00e1 pouco mais de um ano e meio, ela comentou que, agora, pouqu\u00edssimas pessoas aparecem nos fins&nbsp;de semana.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PaJlgTi9XtUyIoGAED5qfqrYkTI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf04495_0.jpg?itok=0Ev7PhH3\" alt=\"Manaus (AM), 21\/11\/2023, Jocilda Marques, proprietaria de uma vendinha no lago do Aleixo,   fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:610px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cQuando [o lago] est\u00e1 cheio \u00e9 bem melhor, n\u00e9? At\u00e9 na semana vem gente. Vem na segunda-feira, na ter\u00e7a, na quarta, n\u00e3o vem muito, mas vem&nbsp;na semana. Agora, caiu muito, uns poucos no s\u00e1bado e domingo\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tamb\u00e9m espera pelo retorno da cheia no lago e no Rio Negro \u00e9 o pescador Jean Carlos Thiago, 52 anos. Enquanto tran\u00e7a a sua rede, Thiago diz que desde antes de outubro a pesca no lago j\u00e1 estava dif\u00edcil e que&nbsp;quem quer pescar tem que se deslocar para o in\u00edcio do igarap\u00e9 que abastece o lago.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/KFpPkmFrJIUXB1AUTaBoQagkE-Q=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf04385.jpg?itok=msmGsrwm\" alt=\"Manaus (AM), 21\/11\/2023, Jean Carlos Thiago, pescador que mora pr\u00f3ximo ao lago do Aleixo, que est\u00e1 seco, fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:606px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 dif\u00edcil de sair, est\u00e1 come\u00e7ando a encher de novo, eu acho que h\u00e1 20 dias come\u00e7ou a encher, n\u00e3o sei se parou que eu n\u00e3o fui l\u00e1 para a beira do rio, mas acho que est\u00e1 parado agora\u201d, contou Thiago.&nbsp; Ele&nbsp;relatou ainda que as pessoas t\u00eam que andar at\u00e9 a beira do leito seco do rio para conseguir pescar.&nbsp; \u201cA mo\u00e7ada desce aqui at\u00e9 chegar l\u00e1 na beira&nbsp;do rio para ficar pescando l\u00e1 de linha, de tarrafa. Quando est\u00e1 cheio, a gente pesca&nbsp;nos igap\u00f3s. Enquanto n\u00e3o fica cheio, a gente vai arrumando a rede para quando chegar a \u00e9poca de novo\u201d, disse Thiago. Ele espera que at\u00e9 o fim&nbsp;de dezembro o rio retorne&nbsp;ao seu leito normal.<\/p>\n\n\n\n<p>No lago, diversos flutuantes, um tipo de embarca\u00e7\u00e3o utilizada como bar e moradia, est\u00e3o encalhados aguardando a chegada das cheias. O dono de flutuante Tom\u00e9 Maur\u00edcio da Silva, 70 anos, o seu Tom\u00e9, \u00e9 um deles. Enquanto a cheia n\u00e3o vem, seu Tom\u00e9 disse que est\u00e1 sobrevivendo do Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), que recebe do governo federal, e de uma cria\u00e7\u00e3o de galinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1&nbsp;cerca de dois meses come\u00e7ou a deslocar seu flutuante, onde trabalha h\u00e1 dez&nbsp;anos, geralmente posicionado na beira do lago, para as \u00e1reas onde ainda havia um pouco de \u00e1gua. Com a seca total, a embarca\u00e7\u00e3o, que al\u00e9m de oferecer bebidas e comidas, serve tamb\u00e9m de moradia, est\u00e1 encalhada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/5Dlm7i6oSb_N-jkE-6VCAg1aBa0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/raf04586_0.jpg?itok=vrUyE1yU\" alt=\"Manaus (AM), 21\/11\/2023, Tome Maur\u00edcio da Silva, propriet\u00e1rio de um flutuante no lago do Aleixo, que est\u00e1 seco, fala sobre a maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:628px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ex-trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil, ex-seringueiro e ex-piloto de barco, ele disse ter dificuldades de sobreviver, mas lamenta ainda mais a situa\u00e7\u00e3o de outras pessoas, que n\u00e3o recebem nenhum tipo de benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui est\u00e1 seco faz tempo. Tem uns tr\u00eas meses ou mais. A gente sa\u00eda de canoa e agora n\u00e3o d\u00e1 para sair de jeito nenhum. O movimento aqui [no flutuante] s\u00f3 quando est\u00e1 cheio que a gente vende alguma coisa e agora n\u00e3o d\u00e1 nem para pescar, ningu\u00e9m sai n\u00e3o\u201d. Quando est\u00e1 cheio, eu vendo bebida, comida, essas coisas, fa\u00e7o passeio de canoa. Agora quando est\u00e1 seco fica ruim, n\u00e3o tem ajuda de nada. Aquele pessoal da Ponta Negra [uma das praias mais famosas de Manaus], o pessoal deu ajuda, o governo deu ajuda e, para n\u00f3s&nbsp;n\u00e3o deu nada, n\u00e3o\u201d, reclamou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Seca<\/h2>\n\n\n\n<p>O estado do Amazonas enfrenta seca severa. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, todos os\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-10\/seca-ja-afeta-todos-os-62-municipios-do-amazonas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">62 munic\u00edpios<\/a>\u00a0do estado permanecem em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Divulgado nessa ter\u00e7a-feira (21), o boletim informa que s\u00e3o 598 mil pessoas e 150 mil fam\u00edlias afetadas. A Defesa Civil informou\u00a0que, no per\u00edodo de 1\u00ba de janeiro a 20 de novembro de 2023, foram registrados 19.397 focos de calor no estado, dos quais 2.802 na regi\u00e3o metropolitana de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 expectativa da subida no volume das \u00e1guas do Rio Negro, pescadores, donos de flutuantes e feirantes de Manaus, afetados pela&nbsp;seca no Amazonas, ainda manifestam receio com a retomada das atividades. 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