{"id":112835,"date":"2023-10-31T15:19:49","date_gmt":"2023-10-31T18:19:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=112835"},"modified":"2023-10-31T15:19:49","modified_gmt":"2023-10-31T18:19:49","slug":"violencia-psicologica-foi-o-crime-que-mais-atingiu-mulheres-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=112835","title":{"rendered":"Viol\u00eancia psicol\u00f3gica foi o crime que mais atingiu mulheres no Rio"},"content":{"rendered":"\n<p>A 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Dossi\u00ea Mulher, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (31) pelo Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP) do Rio de Janeiro, destaca que, pelo segundo ano consecutivo, a viol\u00eancia psicol\u00f3gica foi o crime com o maior n\u00famero de v\u00edtimas mulheres, ultrapassando todas as outras formas de viol\u00eancia sofridas por elas. De acordo com o dossi\u00ea, 43.594 mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia psicol\u00f3gica em todo o estado no ano passado.<br><br>Mais da metade dos crimes ocorreu dentro de casa, e a maioria (67,6%) foi cometida por algu\u00e9m conhecido da v\u00edtima. A maior parte delas v\u00edtimas tinha de 30 e 59 anos e mais da metade eram negras.<br><br>O objetivo do Dossi\u00ea Mulher \u00e9 fornecer estat\u00edsticas oficiais para cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para prote\u00e7\u00e3o, acolhimento e atendimento das mulheres e de todas as pessoas que s\u00e3o v\u00edtimas desse tipo de viol\u00eancia. Segundo o dossi\u00ea, a Lei Maria da Penha foi aplicada em 63,5% dos casos, marcando predom\u00ednio da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. A regi\u00e3o metropolitana concentrou a maior parte das v\u00edtimas (71,4% do total).<br><br>A viol\u00eancia psicol\u00f3gica costuma ser a porta de entrada para outras formas de agress\u00e3o e \u00e9 constitu\u00edda por amea\u00e7a, constrangimento ilegal, crime de persegui\u00e7\u00e3o, crime de persegui\u00e7\u00e3o contra a mulher em raz\u00e3o do g\u00eanero, crime de viol\u00eancia psicol\u00f3gica contra a mulher, divulga\u00e7\u00e3o de cena de estupro ou de cena de estupro de vulner\u00e1vel e registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1563774&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1563774&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o governador Cl\u00e1udio Castro, o levantamento feito pelo ISP \u00e9 importante para que pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o e acolhimento das mulheres possam ser direcionadas com base em evid\u00eancias,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA prote\u00e7\u00e3o integral da mulher \u00e9 prioridade do nosso governo, tanto assim que, pela primeira vez, o estado do Rio tem uma secretaria especialmente voltada para isso. Do ponto de vista da seguran\u00e7a, temos a Patrulha Maria da Penha, que est\u00e1 sendo ampliada, e as delegacias especiais de atendimento \u00e0 mulher. Tamb\u00e9m estamos investindo em tecnologia, como \u00e9 o caso do aplicativo Rede Mulher, no qual a mulher pode pedir ajuda acionando apenas um bot\u00e3o de emerg\u00eancia no seu celular\u201d, afirmou Castro.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da divulga\u00e7\u00e3o dos dados coletados, principalmente para que o Poder Executivo crie pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o e acolhimento baseadas em evid\u00eancias para essas mulheres. \u00c9 importante que a sociedade se conscientize e reconhe\u00e7a que essa luta n\u00e3o \u00e9 apenas de um grupo espec\u00edfico, mas de todos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autores de viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>O Dossi\u00ea 2023 traz ainda uma an\u00e1lise pioneira na esfera governamental sobre o perfil et\u00e1rio dos autores de viol\u00eancia contra a mulher no estado, o que facilita a implanta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es preventivas e educacionais, pautadas na conscientiza\u00e7\u00e3o e direcionadas para diferentes grupos, destacou Castro. Do total de autores de viol\u00eancia contra a mulher em 2022, 52,7% tinham de 30 a 59 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do tipo de crime por idade identificou que, entre os autores com at\u00e9 17 anos e aqueles na faixa et\u00e1ria de 18 a 29 anos, prevaleceu a pr\u00e1tica dos crimes da viol\u00eancia f\u00edsica (40,2% e 42,1%, respectivamente). J\u00e1 entre os autores de 30 a 59 anos e 60 anos ou mais, destacaram-se os crimes de viol\u00eancia psicol\u00f3gica, com 36,1% e 35,4%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcela Ortiz, as informa\u00e7\u00f5es sobre a idade dos autores permitem mapear as formas de viol\u00eancias praticadas e auxiliar na cria\u00e7\u00e3o de medidas socioeducativas focadas em cada idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a secret\u00e1ria de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, o dossi\u00ea traz dados valiosos, que orientam o trabalho da secretaria no sentido de entender como fortalecer a rede de centros especializados de atendimento \u00e0 mulher, que conta hoje com tr\u00eas unidades estaduais e 55 municipais em todas as regi\u00f5es do estado. \u201cEsse poderoso instrumento guia a Secretaria da Mulher na capacita\u00e7\u00e3o das equipes municipais, fortalecendo a rede para que possa atender melhor as v\u00edtimas, e na articula\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol\u00eancia sexual<\/h2>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia sexual \u00e9 considerada uma das formas de agress\u00e3o mais grave praticada contra as mulheres, destacando, em grande parte, a viola\u00e7\u00e3o do corpo. Em primeiro lugar, aparece o ass\u00e9dio sexual (92,9%), seguido por importuna\u00e7\u00e3o sexual (92,8%), tentativa de estupro (90,2%), estupro (87,2%) e viola\u00e7\u00e3o sexual mediante fraude (82,3%).<br><br>O documento revela que aumentaram as notifica\u00e7\u00f5es de casos estupro e estupro de vulner\u00e1vel nas delegacia do estado no dia em que ocorreu o crime, representando 26,5% do total, maior percentual dos \u00faltimos sete anos. O registro de ocorr\u00eancia foi feito em at\u00e9 um m\u00eas ap\u00f3s a data do crime por 63,7% das mulheres, o que significa que as v\u00edtimas se sentem mais confiantes nos mecanismos dispon\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que procuram os canais de den\u00fancia.<br><br>A viol\u00eancia sexual atinge, em grande parte, mulheres solteiras e negras. No estupro de vulner\u00e1vel, mais da metade das v\u00edtimas tinha at\u00e9 11 anos (55,6%). Quase um ter\u00e7o das v\u00edtimas de&nbsp; estupro tinha de 8 a 29 anos (31,9%). Quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre autor e v\u00edtima desses crimes, o dossi\u00ea revela que os agressores n\u00e3o eram desconhecidos: 25,3% eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres. No caso de estupro de vulner\u00e1vel, 46,4% faziam parte da conviv\u00eancia da v\u00edtima. O local com maior incid\u00eancia de estupro e estupro de vulner\u00e1vel foi a resid\u00eancia, com 60,4% e 76,8%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de 125 mil mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar no estado do Rio de Janeiro no ano passado, o que significa que 14 mulheres sofreram algum tipo de viol\u00eancia por hora. Cerca de 21 mil relataram ter sido v\u00edtimas de viol\u00eancias simult\u00e2neas. A maior combina\u00e7\u00e3o foi entre as viol\u00eancias psicol\u00f3gica e moral, seguida pela viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica. Mais da metade das mulheres tinham entre 30 e 59 anos. Entre as idosas, 15,8% foram agredidas pelos pr\u00f3prios filhos. Cerca de metade dos autores eram os companheiros ou ex-companheiros das v\u00edtimas. A maior parte das viol\u00eancias ocorreu dentro de casa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Feminic\u00eddio<\/h2>\n\n\n\n<p>No ano passado, 111 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio no territ\u00f3rio fluminense. Mais de 60% das v\u00edtimas tinham entre 30 e 59 anos de idade e eram negras. Os companheiros ou ex-companheiros constituem a maior parte dos autores (80,2%). Dois ter\u00e7os das mulheres eram m\u00e3es e 57 tinham filhos menores de idade. Em 17 ocorr\u00eancias, os filhos presenciaram os crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o dossi\u00ea, em 75% dos casos, o motivo apresentado pelos autores na delegacia foi sentimento de posse, como ci\u00fames, briga, t\u00e9rmino de relacionamento e desconfian\u00e7a de trai\u00e7\u00e3o. Em 75,1% das vezes, os autores foram presos pela Pol\u00edcia Civil em flagrante, ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o ou entrega volunt\u00e1ria. Entre a totalidade das v\u00edtimas, 70 mulheres j\u00e1 tinham sido v\u00edtimas de algum tipo de viol\u00eancia anterior e n\u00e3o procuraram as autoridades policiais para registrar as agress\u00f5es sofridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro concedeu 37.741 medidas protetivas de urg\u00eancia para a mulher. Em todos os casos, foi determinado o afastamento do agressor de casa. Os registros de ocorr\u00eancia comprovam, por\u00e9m, que 3.587 dessas medidas foram descumpridas, os companheiros e ex-companheiros constituem a maior parte dos autores (82,1%) e mais da metade dos casos ocorreram&nbsp;em uma resid\u00eancia.<br><br>Segundo t\u00e9cnicos do ISP, o elevado n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es pode indicar que as mulheres n\u00e3o est\u00e3o tolerando mais as rela\u00e7\u00f5es violentas e, cada vez mais, temos percebido a busca das mulheres pelos mecanismos oferecidos pelo governo do Estado para proteger sua integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Dossi\u00ea Mulher, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (31) pelo Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP) do Rio de Janeiro, destaca que, pelo segundo ano consecutivo, a viol\u00eancia psicol\u00f3gica foi o crime com o maior n\u00famero de v\u00edtimas mulheres, ultrapassando todas as outras formas de viol\u00eancia sofridas por elas. 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