{"id":112684,"date":"2023-10-27T11:14:45","date_gmt":"2023-10-27T14:14:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=112684"},"modified":"2023-10-27T11:14:45","modified_gmt":"2023-10-27T14:14:45","slug":"em-sessao-tematica-especialistas-alertam-para-impactos-dos-desastres-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=112684","title":{"rendered":"Em sess\u00e3o tem\u00e1tica, especialistas alertam para impactos dos desastres clim\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><audio src=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/@@audio\/e90462a2-3996-4aec-96a4-d67c0ee3ed9c\"><\/audio>A seca atual da Amaz\u00f4nia acende um alerta especialmente preocupante quanto aos impactos dos fatores clim\u00e1ticos sobre a disponibilidade de \u00e1gua doce. O agravamento da estiagem pode dar in\u00edcio a um ciclo que se estender\u00e1 al\u00e9m de 2023, caso os rios n\u00e3o se recuperem antes da pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o de seca. Nesse cen\u00e1rio, os rios ingressariam em uma pr\u00f3xima estiagem com n\u00edveis baixos e com o clima ainda provavelmente influenciado pelo El Ni\u00f1o, o que tornaria poss\u00edvel a ocorr\u00eancia de per\u00edodos de seca cada vez mais severos.<\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O alerta foi feito nesta quinta-feira (26) pelo senador Esperidi\u00e3o Amin (PP-SC) durante sess\u00e3o de debates tem\u00e1ticos sobre os fen\u00f4menos clim\u00e1ticos e desastres naturais que atingem o Brasil. Promovida em Plen\u00e1rio por iniciativa dele e de outros senadores, a sess\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de autoridades, como o vice-presidente da Rep\u00fablica Geraldo Alckmin, e representantes de entidades ligadas ao meio ambiente.<\/h4>\n\n\n\n<p>Esperidi\u00e3o Amin ressaltou que o ano de 2023 j\u00e1 garantiu lugar de destaque nos registros de evolu\u00e7\u00e3o do clima no planeta, tendo em vista a ocorr\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos em algum lugar do mundo, com a ocorr\u00eancia de chuvas intensas, secas extraordin\u00e1rias, temperaturas anormalmente altas ou excessivamente baixas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 No Brasil n\u00e3o foi diferente. Em fevereiro, 64 pessoas morreram por causa das fortes chuvas no litoral norte de S\u00e3o Paulo. Em junho, tamb\u00e9m por causa das chuvas, mais de 16 mil pessoas ficaram desabrigadas no Sul do pa\u00eds. Em abril, as chuvas castigaram o Acre e a Bahia, e assim foi ao longo do ano, sem excluir o meu estado, que fica na regi\u00e3o sul, Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, lembrou o senador, a regi\u00e3o amaz\u00f4nica est\u00e1 passando agora por uma seca sem precedentes. Em meados deste ano, a medi\u00e7\u00e3o do Rio Negro, em Manaus, registrou o ponto mais baixo desde 1902, de 13,59 metros, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 As imagens que foram veiculadas s\u00e3o impressionantes, pelo contraste com a abund\u00e2ncia de \u00e1guas que sempre associamos \u00e0 Amaz\u00f4nia. Quanto \u00e0s temperaturas, este ano tivemos o Inverno mais quente dos \u00faltimos 62 anos no Brasil. No Hemisf\u00e9rio Norte, o Ver\u00e3o de 2023 foi o mais quente jamais registrado.<\/p>\n\n\n\n<p>As raz\u00f5es desses fen\u00f4menos s\u00e3o complexas, envolvendo tanto os fatores clim\u00e1ticos, que s\u00e3o cumulativos e de longo prazo, relacionados a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, quanto fatores c\u00edclicos e mais pontuais, como o conhecido El Ni\u00f1o, combinado com o aquecimento anormal das \u00e1guas do oceano Atl\u00e2ntico, que foi observado este ano e pode ter parte de culpa na seca que afeta a Amaz\u00f4nia, disse Esperidi\u00e3o Amin.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 necess\u00e1rio refletir sobre propostas que possam aprimorar ferramentas de preven\u00e7\u00e3o e de rea\u00e7\u00e3o, a fim de diminuir os efeitos negativos causados pelos desastres naturais que tantas vezes se seguem a esses fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos. E quando consideramos a nossa capacidade de respostas aos desastres naturais, n\u00e3o devemos olhar apenas para eventos pontuais, devemos tamb\u00e9m come\u00e7ar a nos preparar para enfrentar desafios ainda mais graves associados com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sejam elas determinadas por fatores mais estruturantes do clima planet\u00e1rio, sejam elas causadas por efeitos c\u00edclicos como o El Ni\u00f1o \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando a obra <em>Breves Considera\u00e7\u00f5es sobre a \u00c1gua no Planeta Terra<\/em>, de Glauco Olinger, Amin lembrou que toda a \u00e1gua existente no globo terrestre, doce ou salgada, em forma de gelo ou liquefeita, prov\u00e9m das chuvas, e que uma mudan\u00e7a no regime de precipita\u00e7\u00f5es pluviom\u00e9tricas, portanto, provocaria um efeito imediato na disponibilidade do l\u00edquido. Embora dois ter\u00e7os do planeta sejam ocupados por corpos d\u2019\u00e1gua, apenas 3% dessa \u00e1gua \u00e9 doce. Desse total, 2,5% est\u00e3o em forma de gelo, e apenas 0,5% est\u00e1 dispon\u00edvel nos rios, lagos, reservat\u00f3rios e len\u00e7\u00f3is subterr\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Boa parte cont\u00e9m quantidade de sais que torna a \u00e1gua impr\u00f3pria para o consumo e uso agr\u00edcola. A abund\u00e2ncia aparente do recurso esconde uma limita\u00e7\u00e3o e uma fragilidade. A vida em geral, n\u00e3o s\u00f3 a vida humana, necessita imperativamente de \u00e1gua, e essa \u00e1gua depende da chuva. Sem \u00e1gua, a vida como conhecemos seria inexistente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em v\u00eddeo exibido durante a sess\u00e3o, o vice-presidente da Rep\u00fablica e ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os Geraldo Alckmin afirmou que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o uma realidade que afeta a vida de milh\u00f5es de pessoas, causando perdas humanas e materiais. Em todos os quadrantes do globo, a ocorr\u00eancia desses fen\u00f4menos vem desafiando a capacidade de resposta e da sociedade tanto na preven\u00e7\u00e3o de desastres como na mitiga\u00e7\u00e3o de seus danos, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 De um lado precisamos descarbonizar, por meio de uma arrojada agenda de desenvolvimento sustent\u00e1vel que inclui transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, combate ao desmatamento ilegal, organiza\u00e7\u00e3o de um mercado global de cr\u00e9ditos de carbono e o est\u00edmulo ao florescimento de neg\u00f3cios baseados na bioeconomia, reduzindo as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. De outro, \u00e9 necess\u00e1rio aprimorar a capacidade de resposta de nossos territ\u00f3rios \u00e0s mudan\u00e7as do clima. Nos centros urbanos, precisamos fortalecer a resili\u00eancia de nossas infraestruturas, estimular a mobilidade coletiva, proteger as \u00e1reas de encostas, investir no saneamento b\u00e1sico e implementar bons projetos habitacionais. No campo, recompor \u00e1reas degradadas, estimular a integra\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria\/lavoura\/floresta e atender especialmente os nossos pequenos agricultores, que p\u00f5em comida na mesa dos brasileiros todos os dias e que s\u00e3o os que mais sofrem com as quebras de safra \u2013 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cEstresse h\u00eddrico\u201d<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1ria de Pol\u00edticas e Programas Estrat\u00e9gicos do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa ressaltou que o mundo enfrenta atualmente escassez de \u00e1gua. Ela tamb\u00e9m afirmou que a popula\u00e7\u00e3o e os munic\u00edpios devem estar preparados para enfrentar futuros desastres decorrentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Em 2025, uma em cada duas pessoas vai viver numa regi\u00e3o de estresse h\u00eddrico pelo simples aumento da popula\u00e7\u00e3o, e esse estresse ser\u00e1 ainda maior pelas quest\u00f5es de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, elas s\u00e3o um fator determinante para alguns desses desastres. Ali\u00e1s, estamos tendo recentes desastres desde 2015. Temos que ampliar o monitoramento dos munic\u00edpios do Rio Grande do Sul que s\u00e3o pr\u00f3ximos aos rios, porque vamos continuar tendo esses desastres. O problema \u00e9 que aqui temos uma combina\u00e7\u00e3o de efeitos exponencial. T\u00ednhamos o aquecimento no Oceano Pac\u00edfico, que gera essa seca na Amaz\u00f4nia e muita umidade no Rio Grande do Sul, com o aquecimento no Atl\u00e2ntico, que n\u00e3o \u00e9 o El Ni\u00f1o, \u00e9 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. A\u00ed voc\u00eas imaginam que o Rio Grande do Sul, entre o calorzinho do Atl\u00e2ntico e o calorzinho do Pac\u00edfico, ficou numa sauna. E foi essa sauna que gerou as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com o El Ni\u00f1o, que gerou os desastres que temos agora. E uma triste not\u00edcia: o El Ni\u00f1o vai ficar cada vez mais dominante. Temos que prevenir, temos que monitorar e temos que estar preparados para essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pois os desastres que v\u00e3o continuar existindo \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Extremos clim\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cientista Carlos Nobre disse que \u00e9 importante o Congresso Nacional apoiar o Brasil na busca de pol\u00edticas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as, emerg\u00eancias e extremos clim\u00e1ticos, que j\u00e1 est\u00e3o cada vez mais frequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o h\u00e1 a menor d\u00favida, os extremos clim\u00e1ticos est\u00e3o se tornando recordes em todo o mundo. O Brasil teve o maior n\u00famero de desastres nos \u00faltimos tr\u00eas anos, ondas de calor, tempestades e secas intensas. A temperatura vai subir 2,4 a 2,6 graus at\u00e9 2050. Isso \u00e9 um enorme risco. Se a temperatura chegar a 2,5 graus, n\u00f3s vamos perder quase toda a Amaz\u00f4nia, n\u00f3s vamos liberar uma quantidade gigantesca de g\u00e1s de efeito estufa l\u00e1 daqueles solos congelados da Sib\u00e9ria e do Canad\u00e1, o chamado permafrost. A temperatura pode chegar ao final deste s\u00e9culo passando de 3 graus. Isso \u00e9 um risco fatal para o planeta \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Monitoramento de desastres<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Diretora substituta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do MCTI, Regina C\u00e9lia dos Santos Alval\u00e1 disse que hoje s\u00e3o monitorados de forma cont\u00ednua 1.038 munic\u00edpios brasileiros que s\u00e3o impactados por alagamentos e inunda\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de outros milhares impactados por falta de chuvas e estiagens. Atualmente, o centro est\u00e1 ampliando o monitoramento em novas localidades nas duas categorias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 De 2016 at\u00e9 o final de 2022, n\u00f3s registramos 11 mil ocorr\u00eancias de desastres em 822 munic\u00edpios dos 1.038 monitorados. Certamente as ocorr\u00eancias s\u00e3o maiores, porque n\u00e3o entram nessa base de dados os munic\u00edpios que integram essa lista. J\u00e1 emitimos mais de 25 mil alertas de desastres e permanentemente estamos desenvolvendo pesquisas, trabalhando com base de dados ocorr\u00eancias e alertas \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Meteorologia e Defesa Civil<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Coordenadora-geral de Meteorologia Aplicada e Desenvolvimento e Pesquisa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), M\u00e1rcia dos Santos Seabra destacou que o El Ni\u00f1o vai atuar do pr\u00f3ximo semestre, provocando chuvas acima da m\u00e9dia na Regi\u00e3o Sul, ao contr\u00e1rio do que ocorrer\u00e1 na Regi\u00e3o Norte. Ela ressaltou ainda que o Rio Grande do Sul teve neste ano o setembro mais chuvoso desde 1916.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenadora de Monitoramento da Secretaria Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil do Minist\u00e9rio da Integra\u00e7\u00e3o e do Desenvolvimento Regional, Rosane Duque Estrada Vieira disse que a seca na Amaz\u00f4nia deve permanecer at\u00e9 novembro, quando come\u00e7a a esta\u00e7\u00e3o chuvosa local. Segundo ela, os estados do Sul do Brasil t\u00eam Defesas Civis s\u00f3lidas e constitu\u00eddas, visto que a regi\u00e3o sofre o ano inteiro com intemp\u00e9ries naturais devido a entrada natural de frentes frias na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-deputado federal, o jornalista Fernando Gabeira disse que preparar o Brasil para enfrentar o El Ni\u00f1o significa preparar o pa\u00eds para todos os eventos extremos que venham a ocorrer. Para avan\u00e7ar nessa quest\u00e3o, ele defendeu o fortalecimento das Defesas Civis e a prepara\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para encarar os desastres.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Preju\u00edzos com a seca<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Analista t\u00e9cnico da \u00e1rea de Defesa Civil da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM), Johnny Amorim Liberato disse que o Brasil falha na preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais, que provocou preju\u00edzo de R$ 586 bilh\u00f5es nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Desse total, R$ 325 bilh\u00f5es foram provocados pela seca. A seca e a chuva s\u00e3o os desastres que causam mais preju\u00edzos aos munic\u00edpios brasileiros. O gargalo do Brasil \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. No Brasil n\u00e3o se fala em preven\u00e7\u00e3o, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente prec\u00e1ria. O Brasil deixa primeiro acontecer para depois remediar. A doen\u00e7a tomou conta e depois a gente gasta um grande n\u00famero de recursos financeiros para tentar minimizar os efeitos causados pelos desastres naturais \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cl\u00e9zio Marcos de Nardin adiantou que a seca atual no oeste da Amaz\u00f4nia se estender\u00e1 para o leste daquela regi\u00e3o. A Regi\u00e3o Nordeste tamb\u00e9m sofrer\u00e1 a com chuvas muito abaixo da m\u00e9dia a partir de fevereiro do pr\u00f3ximo ano. \u201cIsso j\u00e1 motiva os \u00f3rg\u00e3os que t\u00eam compet\u00eancia para tal para que que tomem as a\u00e7\u00f5es adequadas de preven\u00e7\u00e3o, principalmente [de car\u00e1ter] social\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1ria de Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Santa Catarina, V\u00e2nia Franco registrou que o estado est\u00e1 sendo assolado e passa por situa\u00e7\u00e3o extremamente dif\u00edcil nos \u00faltimos 20 dias em decorr\u00eancia dos desastres naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a deputada licenciada e secret\u00e1ria de Sa\u00fade de Santa Catarina, Carmen Zanotto, disse que o tema sa\u00fade precisa estar agregado nas quest\u00f5es dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, tendo em vista a tend\u00eancia de ocorr\u00eancia futura de momentos mais complexos que o atual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Senadores<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causam situa\u00e7\u00f5es extremas e exigem a participa\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses para mitigar seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o vamos conseguir mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas trabalhando em um pa\u00eds, n\u00f3s precisamos de um planeta inteiro, trabalhar juntos para reduzir dentro do que \u00e9 poss\u00edvel fazer nesse momento. N\u00e3o \u00e9 um minist\u00e9rio sozinho, somos todos n\u00f3s, do ponto de vista da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, todos precisamos trabalhar juntos para mitigar esses riscos \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os, principalmente na atividade de intelig\u00eancia, tamb\u00e9m foi defendida pelo senador Hamilton Mour\u00e3o (Republicanos-RS).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 importante que haja esse interc\u00e2mbio, essa troca de informa\u00e7\u00f5es, porque a gente sabe que informa\u00e7\u00e3o \u00e9 poder. Esse alerta antecipado \u00e9 important\u00edssimo, esse trabalho de intelig\u00eancia ser compartilhado e n\u00e3o guardado. O outro aspecto \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. Brasileiro n\u00e3o gosta de preven\u00e7\u00e3o \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Jorge Seif (PL-SC) disse que \u00e9 preciso educar a sociedade e ajudar os prefeitos a dragar os rios, visto que muitas enchentes e cat\u00e1strofes que ocorrem e afetam a popula\u00e7\u00e3o catarinense \u201cs\u00e3o por conta das cheias dos rios que est\u00e3o muitas vezes com sof\u00e1s, com carros e lixo\u201d, o que compromete a vaz\u00e3o das \u00e1guas.<\/p>\n\n\n\n<p>A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a apresenta\u00e7\u00e3o de um protocolo como forma de evitar a viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos das popula\u00e7\u00f5es atingidas por fen\u00f4menos clim\u00e1ticos. Em muitos abrigos que acolhem os desabrigados, \u00e9 comum a conviv\u00eancia entre mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia e o pr\u00f3prio agressor, afirmou a senadora, que tamb\u00e9m defendeu a realiza\u00e7\u00e3o de iniciativas para a substitui\u00e7\u00e3o de documentos perdidos em enxurradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A seca atual da Amaz\u00f4nia acende um alerta especialmente preocupante quanto aos impactos dos fatores clim\u00e1ticos sobre a disponibilidade de \u00e1gua doce. O agravamento da estiagem pode dar in\u00edcio a um ciclo que se estender\u00e1 al\u00e9m de 2023, caso os rios n\u00e3o se recuperem antes da pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o de seca. 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