{"id":111172,"date":"2023-10-03T08:21:23","date_gmt":"2023-10-03T11:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=111172"},"modified":"2023-10-03T08:21:23","modified_gmt":"2023-10-03T11:21:23","slug":"balanca-comercial-tem-superavit-recorde-de-us-8904-bi-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=111172","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial tem super\u00e1vit recorde de US$ 8,904 bi em setembro"},"content":{"rendered":"\n<p>Beneficiada pela queda nas importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e pela safra recorde de gr\u00e3os, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou setembro com super\u00e1vit de US$ 8,904 bilh\u00f5es, divulgou nesta segunda-feira (2) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O resultado \u00e9 o melhor para meses de setembro e representa alta de 51,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1558648&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1558648&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado de setembro, a balan\u00e7a comercial encerrou os nove primeiros meses do ano com super\u00e1vit acumulado de US$ 71,309 bilh\u00f5es, maior resultado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1989. Desde agosto, o saldo positivo acumulado supera o super\u00e1vit comercial recorde de US$ 61,525 bilh\u00f5es de todo o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao resultado mensal, as exporta\u00e7\u00f5es cresceram, enquanto as importa\u00e7\u00f5es despencaram em setembro. No m\u00eas passado, o Brasil vendeu US$ 28,431 bilh\u00f5es para o exterior, alta de 4,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2022 pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria. As compras do exterior somaram US$ 19,527 bilh\u00f5es, recuo de 17,6% pelo mesmo crit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado das exporta\u00e7\u00f5es, a safra recorde de gr\u00e3os e o aumento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo compensaram a queda internacional no pre\u00e7o de algumas&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;(bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional). Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o recuo no pre\u00e7o do petr\u00f3leo e de derivados foi o principal respons\u00e1vel pela retra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s baterem recorde no primeiro semestre do ano passado, ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, as&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;recuaram nos \u00faltimos meses. Apesar da subida do petr\u00f3leo e de outros produtos em setembro, os valores continuam inferiores ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 7,2%, enquanto os pre\u00e7os ca\u00edram 7,4% em m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. Nas importa\u00e7\u00f5es, a quantidade comprada caiu 8,7%, e os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 14,5%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setores<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao comparar o setor agropecu\u00e1rio, a safra recorde de gr\u00e3os pesou mais nas exporta\u00e7\u00f5es. O volume de mercadorias embarcadas subiu 41,7% em setembro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2022, enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 17,2%. Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, a quantidade caiu 8,5%, com o pre\u00e7o m\u00e9dio recuando 2,6%. Na ind\u00fastria extrativa, que engloba a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios e de petr\u00f3leo, a quantidade exportada subiu 20,6%, enquanto os pre\u00e7os m\u00e9dios ca\u00edram 9,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos com maior destaque nas exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias foram animais vivos, exceto pescados ou crust\u00e1ceos (+560,4%); soja (+38,4%); e milho n\u00e3o mo\u00eddo, exceto milho doce (+16,1%). O destaque positivo \u00e9 a soja. A safra recorde fez o volume de embarques de soja aumentar 67,8%, mesmo com o pre\u00e7o m\u00e9dio caindo 17,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria extrativa, as principais altas foram registradas em min\u00e9rios de cobre e concentrados (+58,5%) e petr\u00f3leo bruto (+18,7%). No caso do ferro, o valor exportado subiu 3,6%. A quantidade exportada aumentou 3,9%, mas o pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 0,2% com a desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, tamb\u00e9m classificados dentro da ind\u00fastria extrativa, as exporta\u00e7\u00f5es subiram 18,7%. Os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 20,3% em rela\u00e7\u00e3o a setembro do ano passado, mas a quantidade embarcada aumentou 48,8%, impulsionada pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, as maiores quedas ocorreram na carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-23,7%); celulose (-20,4%); e gorduras e \u00f3leos vegetais (-50,4%). A crise econ\u00f4mica na Argentina, principal destino das manufaturas brasileiras, tamb\u00e9m interferiu no recuo das exporta\u00e7\u00f5es dessa categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o as importa\u00e7\u00f5es, os principais recuos foram registrados nos seguintes produtos: milho n\u00e3o mo\u00eddo (-50%) e l\u00e1tex, borracha natural (-48,4%) e trigo e centeio (-26,3%), na agropecu\u00e1ria; g\u00e1s natural (-68,1%), carv\u00e3o n\u00e3o aglomerado (-38,2%) e \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo (-31,5%), na ind\u00fastria extrativa; e compostos organo-inorg\u00e2nicos (-48,5%) e adubos ou fertilizantes qu\u00edmicos (-36,3%), na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos fertilizantes, cujas compras do exterior ainda s\u00e3o impactadas pela guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, a queda deve-se principalmente \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de 50,4% nos pre\u00e7os. A quantidade importada subiu 28,5% em setembro na compara\u00e7\u00e3o com setembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estimativa<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da desvaloriza\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>commodities<\/em>, o governo revisou levemente para cima a proje\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit comercial. Para 2023, o governo prev\u00ea saldo positivo de US$ 93 bilh\u00f5es, contra proje\u00e7\u00e3o anterior de\u00a0US$ 84,7 bilh\u00f5es, feita em julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o MDIC, as exporta\u00e7\u00f5es ficar\u00e3o est\u00e1veis em 2023, subindo apenas 0,02% e encerrando o ano em US$ 334,2 bilh\u00f5es. As estimativas s\u00e3o atualizadas a cada tr\u00eas meses. As importa\u00e7\u00f5es recuar\u00e3o 11,5% e fechar\u00e3o o ano em US$ 241,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es est\u00e3o muito mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta super\u00e1vit de US$ 72,1 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beneficiada pela queda nas importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e pela safra recorde de gr\u00e3os, a balan\u00e7a comercial \u2013 diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es \u2013 fechou setembro com super\u00e1vit de US$ 8,904 bilh\u00f5es, divulgou nesta segunda-feira (2) o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). 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