{"id":111010,"date":"2023-09-29T09:55:55","date_gmt":"2023-09-29T12:55:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=111010"},"modified":"2023-09-29T09:55:55","modified_gmt":"2023-09-29T12:55:55","slug":"ato-em-sao-paulo-pede-descriminalizacao-social-e-penal-do-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=111010","title":{"rendered":"Ato em S\u00e3o Paulo pede descriminaliza\u00e7\u00e3o social e penal do aborto"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma manifesta\u00e7\u00e3o realizada nesta quinta-feira (28), na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, pediu a aprova\u00e7\u00e3o da descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. O ato, realizado pela Frente de S\u00e3o Paulo contra a Criminaliza\u00e7\u00e3o das Mulheres e pela Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto, reuniu centenas de pessoas e contou com a participa\u00e7\u00e3o de partidos, movimentos e coletivos.&nbsp;A manifesta\u00e7\u00e3o iniciou no v\u00e3o livre do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (MASP) e depois saiu em caminhada pela Avenida Paulista at\u00e9 a Pra\u00e7a Roosevelt.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1558277&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1558277&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Usando bandanas e bandeiras verdes &#8211; repetindo os pa\u00f1uelos verdes, s\u00edmbolo da luta pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto na Argentina &#8211; as manifestantes pediram por justi\u00e7a reprodutiva e aborto legal, seguro e gratuito, al\u00e9m da aprova\u00e7\u00e3o imediata pelo Supremo Tribunal Federal da Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que prev\u00ea a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto at\u00e9 a 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A caminhada lembrou que nesta quinta-feira (28) \u00e9 celebrado o\u00a0Dia de Luta pela Descriminaliza\u00e7\u00e3o e Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto na Am\u00e9rica Latina e Caribe\u00a0e que diversos pa\u00edses j\u00e1 legalizaram o procedimento como Uruguai, Argentina, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a lei que pro\u00edbe o aborto \u00e9 de 1940. Em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es o aborto \u00e9 considerado legal no pa\u00eds: quando a gravidez \u00e9 resultado de estupro, quando coloca em risco a vida da mulher ou quando o feto apresenta anencefalia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A mar\u00e9 verde&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Com as bandanas esverdeadas, as mulheres brasileiras pretendem seguir na mar\u00e9 verde, como vem sendo chamado o movimento que tem se ampliado pelo continente e vem sendo copiado por diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. \u201cA mar\u00e9 verde chegou no Brasil\u201d, gritaram as manifestantes ao iniciar a caminhada pela Avenida Paulista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o \u00e9 uma ilha. O Brasil \u00e9 parte da Am\u00e9rica Latina e a Am\u00e9rica Latina vive, nos \u00faltimos anos,&nbsp; um per\u00edodo de descriminaliza\u00e7\u00e3o. Isso ocorreu h\u00e1 10 anos no Uruguai e em 2020 na Argentina. E depois veio a Col\u00f4mbia e agora o M\u00e9xico. Para a gente, isso \u00e9 uma express\u00e3o muito importante dessa mar\u00e9, dessa onda verde. Esses panos verdes representam essa luta, que surgiu nas ruas, na Argentina\u201d, disse Maria Clara Ferreira da Silva, integrante da luta Feministas, Antirracista e Socialistas e participante da Frente Estadual pela Legaliza\u00e7\u00e3o do Aborto.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para ela, a luta pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto \u00e9 fundamental. \u201cUm dos lemas da campanha \u00e9 \u2018Nem Presa nem Morta. As ricas pagam, as pobres morrem\u2019. E quem \u00e9 pobre no nosso pa\u00eds s\u00e3o as mulheres negras, ind\u00edgenas, moradoras de periferias e das regi\u00f5es mais afastadas do grande capital. Essa \u00e9 uma pauta que mexe com a quest\u00e3o social. S\u00e3o as mulheres negras, pobres e ind\u00edgenas que est\u00e3o morrendo. Isso \u00e9 injusto porque algumas mulheres podem pagar e fazer com seguran\u00e7a e tranquilidade. Queremos isso para todas as mulheres do Brasil e todas as pessoas que gestam\u201d, acrescentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Rita Lima, que faz parte do coletivo Linhas de Sampa, bordou e distribuiu diversas panos com mensagens pedindo o fim da criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p> \u201cNosso coletivo participa de todas as lutas sociais e o aborto \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica. As pessoas que t\u00eam possibilidade v\u00e3o ali, pagam e abortam. E a pobre morre. Faz o aborto clandestino e morre porque ela n\u00e3o pode ter filho e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o. Aborto \u00e9 quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica mas, infelizmente, neste pa\u00eds, quem decide isso \u00e9 a maioria de homens, que abortam quando eles querem: eles abandonam os filhos, eles n\u00e3o assumem os filhos. O nosso corpo \u00e9 nosso e quem decide somos n\u00f3s. Eu n\u00e3o vou mais parir, mas a gente luta para que as mulheres que n\u00e3o querem ter filhos tenham o direito (ao aborto)\u201d.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A professora Laura Sartori, por exemplo, disse conhecer mulheres que precisaram recorrer ao aborto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p> \u201c\u00c9 quase certeza que voc\u00ea j\u00e1 conhece algu\u00e9m que passou por isso. Esse \u00e9 um processo que \u00e9 muito dif\u00edcil de passar sozinha e n\u00e3o se sabe em quem se pode confiar\u201d, falou. \u201cPor isso \u00e9 importante estarmos nas ruas porque muitas mulheres j\u00e1 fazem (o aborto). Precisamos dar apoio a essas pessoas, principalmente para pessoas que n\u00e3o t\u00eam assist\u00eancia m\u00e9dica nem psicol\u00f3gica\u201d, completou.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Uma nota t\u00e9cnica enviada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ao Supremo Tribunal Federal para a a\u00e7\u00e3o que avalia a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto informa que, em 2015, mais de 500 mil mulheres tinham feito abortos clandestinos no Brasil. Entre 2008 e 2017, 1 milh\u00e3o e 600 mil mulheres foram hospitalizadas por complica\u00e7\u00f5es. O c\u00e1lculo \u00e9 que uma mulher morre a cada dois dias pela pr\u00e1tica insegura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vota\u00e7\u00e3o no STF&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, que deixou a presid\u00eancia da Corte nesta quarta-feira (27), registrou, na semana passada (22),\u00a0voto a favor de que a pr\u00e1tica do aborto n\u00e3o seja considerada crime. O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, que assumiu a presid\u00eancia do STF, pediu que o julgamento fosse suspenso e levado ao plen\u00e1rio f\u00edsico. A nova data ainda n\u00e3o foi marcada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a ministra considerou que a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 a 12\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser criminalizada. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O Estado n\u00e3o pode julgar que uma mulher falhou no agir da sua liberdade e da constru\u00e7\u00e3o do seu ethos pessoal apenas porque sua decis\u00e3o n\u00e3o converge com a orienta\u00e7\u00e3o presumivelmente aceita como correta pelo Estado ou pela sociedade, da perspectiva de uma moralidade&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma manifesta\u00e7\u00e3o realizada nesta quinta-feira (28), na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo, pediu a aprova\u00e7\u00e3o da descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. 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