{"id":107511,"date":"2023-09-03T09:45:53","date_gmt":"2023-09-03T12:45:53","guid":{"rendered":"https:\/\/atividadenews.com.br\/?p=107511"},"modified":"2023-09-03T09:45:53","modified_gmt":"2023-09-03T12:45:53","slug":"ex-funcionario-do-zoo-relembra-trajetoria-construi-os-primeiros-recintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=107511","title":{"rendered":"Ex-funcion\u00e1rio do Zoo relembra trajet\u00f3ria: \u2018Constru\u00ed os primeiros recintos\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p>Pr\u00f3ximo de completar 100 anos de idade, o sergipano Gilberto Rollemberg Figueiredo lembra das primeiras t\u00e1buas que carregou para construir o recinto que abrigava a f\u00eamea de elefante-asi\u00e1tico Nely, primeiro animal do Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia. O aposentado fez parte das primeiras turmas de funcion\u00e1rios da funda\u00e7\u00e3o, criada em 1957.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_539020\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2023-08-29-at-12.06.31-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-539020\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gilberto com a esposa e um colega ao lado da elefanta Nely | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Funda\u00e7\u00e3o Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje, com as m\u00e3os calejadas de uma vida inteira dedicada ao trabalho, Gilberto se orgulha em dizer que era chefe de compra do Zool\u00f3gico e ergueu os recintos dos primeiros animais: Nely, um lobo-guar\u00e1 e uma anta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEra tudo de madeira naquela \u00e9poca, improvisado. Mas faz\u00edamos bem-feito. Minha casa era pr\u00f3xima ao recinto da anta. N\u00f3s n\u00e3o s\u00f3 trabalh\u00e1vamos no zool\u00f3gico, como mor\u00e1vamos l\u00e1. Meus filhos foram criados todos l\u00e1 dentro, e aquilo faz parte da minha vida\u201d, conta Gilberto.<\/p>\n\n\n\n<p>O sergipano estava morando no Rio de Janeiro quando veio para a prometida capital federal trabalhar no zool\u00f3gico. Em Bras\u00edlia, Gilberto casou-se e teve dois filhos. \u201cA cidade n\u00e3o existia ainda. N\u00e3o havia nada. Eu e a minha turma fomos os pioneiros\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dedica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos primeiros recintos, na \u00e9poca chamados de \u201cjaulas\u201d, Gilberto tamb\u00e9m plantou as primeiras mudas de \u00e1rvores do Jardim Zool\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_539018\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasilia.df.gov.br\/wp-conteudo\/uploads\/2023\/08\/WhatsApp-Image-2023-08-29-at-12.06.31-1-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-539018\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O ex-funcion\u00e1rio guarda o quadro que ganhou de presente de colega artista mostrando o recinto da anta, que ele mesmo construiu, e o escrit\u00f3rio do ex-funcion\u00e1rio no zool\u00f3gico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cFiquei no Zool\u00f3gico por sete anos. Fiz um pouco de tudo e gosto de lembrar dos anos que passei com esses meus colegas funcion\u00e1rios do Zoo. \u00c9ramos todos bons amigos. Acho que apenas eu e um outro colega estamos vivos. Todos j\u00e1 partiram\u201d, lamenta Gilberto.<\/p>\n\n\n\n<p>E as hist\u00f3rias da turma s\u00e3o muitas. Ele e os colegas criavam solto um quati, apelidado de \u201cMegat\u00e9rio\u201d. Apaixonado pelos tratadores, o animal n\u00e3o fugia. \u201cO Megat\u00e9rio era bem esperto. Aparecia para fazer gra\u00e7a com a gente. Subia no nosso ombro e roubava cigarros dos bolsos da camisa ou da cal\u00e7a\u201d, relembra Gilberto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saudade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do carinho pelo Zool\u00f3gico, Gilberto est\u00e1 h\u00e1 mais de dez anos sem visitar o local. Com a locomo\u00e7\u00e3o comprometida, ele conta que ficou mais dif\u00edcil sair de casa, mas que um dos desejos \u00e9 ainda poder passear pelo parque.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSei que est\u00e1 tudo muito diferente, mudado. As coisas evoluem muito e se modernizam. Com certeza, est\u00e1 muito diferente de tudo que fizemos l\u00e1 nos primeiros anos\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1958, Gilberto ganhou um quadro com uma pintura que mostra o recinto da anta, que ele mesmo construiu, e o escrit\u00f3rio do ex-funcion\u00e1rio no zool\u00f3gico. A imagem, ele faz quest\u00e3o de guardar com muito carinho pendurada na parede da casa onde mora, em Taguatinga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Animais antigos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A famosa elefanta Nely morreu em 1992, provavelmente por causa da idade avan\u00e7ada. Estima-se que ela tinha cerca de 60 anos. A morte dela coincidiu com uma visita oficial do ex-presidente da \u00c1frica do Sul, Nelson Mandela, a Bras\u00edlia. Comovido pela tristeza em que os brasilienses ficaram com a morte da elefanta, Mandela presenteou o DF com um casal de elefantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Babu e Belinha chegaram ao zoo em 1995. O macho morreu em janeiro de 2018. Hoje, quem faz companhia a Belinha, 27, \u00e9 Chocolate, 30, resgatado de um circo em 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os registros do zool\u00f3gico, n\u00e3o h\u00e1 animais da \u00e9poca de Nely. Os bichos mais antigos s\u00e3o a hipop\u00f3tamo B\u00e1rbara, que chegou em 1983, e uma arara-azul, de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Bras\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00f3ximo de completar 100 anos de idade, o sergipano Gilberto Rollemberg Figueiredo lembra das primeiras t\u00e1buas que carregou para construir o recinto que abrigava a f\u00eamea de elefante-asi\u00e1tico Nely, primeiro animal do Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia. 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